Os preços do petróleo avançaram nesta quinta-feira após o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmar que o governo de Donald Trump pretende impor ao Irã as sanções econômicas mais duras já adotadas pelo país. A declaração elevou a preocupação dos investidores com os impactos das novas medidas sobre a oferta global de petróleo.
Durante entrevista à CNBC, Bessent afirmou que os Estados Unidos manterão um bloqueio econômico contra o Irã e que o governo pretende ampliar a pressão sobre o país. Segundo o secretário, uma coletiva de imprensa está prevista para segunda-feira, quando será apresentado o plano de Trump para intensificar o que classificou como uma “guerra econômica” contra o regime iraniano.
O movimento ocorre após Trump ameaçar, na quarta-feira, promover a “operação econômica mais devastadora” já realizada contra qualquer país. O presidente também afirmou que países que mantiverem relações comerciais com o Irã estarão sujeitos a consequências econômicas.
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As declarações provocaram uma alta superior a 3% nos preços do petróleo no início da sessão. Às 12h36, pelo horário de Nova York, o Brent avançava cerca de 2%, para US$ 93,52 por barril, enquanto o WTI subia 2,5%, para US$ 87,94.
Apesar da reação do mercado, Bessent procurou reduzir os temores de que a escalada das sanções resulte necessariamente em uma nova operação militar de grande escala contra o Irã. Na avaliação do secretário, a estratégia de ampliar a pressão econômica tende justamente a reduzir a necessidade de uma retomada dos combates em larga escala.
A tensão também aumentou após os Emirados Árabes Unidos anunciarem a suspensão de transações comerciais e financeiras com o Irã. A decisão veio depois de o país afirmar que dois mísseis balísticos haviam sido lançados do território iraniano em direção aos Emirados. Teerã negou a acusação.
O novo episódio amplia a pressão sobre o Irã, que já enfrenta um amplo regime de sanções dos Estados Unidos, e adiciona incerteza às perspectivas de um novo acordo de cessar-fogo. Para o mercado de petróleo, o foco permanece sobre a possibilidade de novas restrições afetarem as exportações iranianas e, consequentemente, a oferta disponível no mercado internacional.


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