Cerca de 800 manifestantes participaram nesta quarta-feira, dia 3, em frente à sede da Agência Nacional do Petróleo (ANP), no Centro do Rio de Janeiro, de um ato contra a retomada das rodadas de licitação de blocos petrolíferos. Além de representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP), também participaram membros do da Via Campesina, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), da Plataforma Operária e Camponesa de energia, das centrais sindicais, entre outros movimentos sociais.

Além da participação dos movimentos sociais, o ato teve a presença de todos os representantes dos sindicatos da FUP e do Sitramico-RJ, que marcaram presença no protesto que durou toda a manhã.

Durante o ato, Joceli Andrioli, da Coordenação Geral do MAB, destacou a importância da Plataforma Operária e Camponesa de Energia na luta pelo controle estatal e social dos recursos energéticos e afirmou que os leilões de petróleo devem ser uma preocupação de todos os brasileiros, pois isso significa a privatização de um recurso natural e extremamente estratégico para o país.

“Esse é o momento dos trabalhadores estarem ainda mais organizados na defesa da soberania e também contra os ataques aos nossos direitos, enquanto trabalhadores do campo e da cidade”, citando o exemplo das terceirizações do setor energético.

“Mais do que nunca, temos que fortalecer a luta para garantir que os recursos energéticos estejam sob o controle do Estado para que possam ser utilizados a favor do povo brasileiro e dos trabalhadores e não do capital privado e das multinacionais, como querem os entreguistas”, ressaltou Joceli.

O coordenador geral da FUP, João Antonio de Moraes, afirmou que a manifestação de hoje ocorreu por melhores condições de trabalho, pelo acordo coletivo, mas principalmente, em defesa do Brasil.

“Há exatos 59 anos, o presidente Getúlio Vargas, que dá nome a essa avenida onde estamos concentrados, após sete anos de luta, criou a Petrobrás e o monopólio estatal do petróleo. Ele não fez um favor, foi preciso muita luta dos nossos antepassados, que sabiam a importância estratégica do petróleo por uma nação. A defesa da soberania nacional e do monopólio estatal do petróleo é uma luta contínua, que só se resolve com o povo organizado. Não podemos nos iludir com o legislativo e o executivo”, enfatizou Moraes.

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