A prorrogação de quatro contratos de campos maduros de exploração de petróleo e gás natural devem gerar investimentos de aproximadamente R$ 28 bilhões. Os quatro contratos incluídos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) são referentes aos campos Massapê, Cantagalo, Fazenda Azevedo e Fazenda Boa Esperança.
Com isso, já são 34 os campos maduros com contratos prorrogados (sendo 21 marítimos e 13 terrestres). A Agência analisa ainda outros 44 pedidos, sendo três campos offshore e outros 41 onshore.
Para a agência reguladora, a prorrogação de contratos é importante para atrair novos investidores para esses campos, em especial os que estão no Plano de Desinvestimentos da Petrobras. A maioria desses campos é oriunda da Rodada Zero, realizada em 1998, e teriam seus contratos encerrados em 2025. Em consonância com diretrizes das Resoluções CNPE nº 02/2016 e 17/2017, as prorrogações ocorrem no âmbito da revisão dos planos de desenvolvimento (PDs) dos campos, visando aumentar a vida útil do campo e o fator de recuperação.
Além de terem seus prazos prorrogados, as revisões dos quatro PDs aprovadas nesta sexta-feira (14), também contemplaram a redução de alíquota de royalties sobre a produção incremental, de acordo com a Resolução ANP nº 749/2018. A produção incremental é aquela que ultrapassa a curva de produção inicialmente prevista para o campo, sendo fruto de novos investimentos. Sendo assim, sobre a produção já prevista continuará incidindo a alíquota de royalties determinada no contrato e a produção extra terá alíquota reduzida. Até o momento, a ANP já concedeu esse benefício a nove campos.
As revisões fazem parte de um conjunto de medidas que a ANP vem tomando para revitalizar campos maduros, aumentando sua vida útil e ampliando seu fator de recuperação, o que gera maior produção de petróleo e gás para o país, arrecadação de royalties e manutenção de empregos e renda em diversas regiões do País.
Além da Resolução CNPE nº 17/2017, as medidas também estão alinhadas com as diretrizes do Reate (Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres) de aumento da competitividade, simplificação, desburocratização e maximização da vida útil e do fator de recuperação dos campos.

Deixe um comentário