Uma questão que tem merecido atenção do setor de petróleo e gás natural é o descomissionamento das plataformas, quando elas necessitam ser desativadas. Porém, há um grande desafio a ser vencido: grande variação de lâmina d´água onde as plataformas atuam, já que há uma grande variação entre estruturas que estão instaladas em campos que vão desde águas rasas até ultraprofundas. Os dados fazem parte de um estudo da FGV Energia.
Outros desafios são o uso de dutos flexíveis e umbilicais que em alguns casos podem ultrapassar 300 km em um único projeto, existência de linhas e equipamento submarinos antigos, alguns remontando aos anos 80, falta de infraestrutura logística local que permita a realização de uma fase de adaptação para a realização de operações de descomissionamento, pouca dispoibilidade local para embarcações especializadas nesssas atividades, além de questões ambientais que exigem cuidados.
O estudo da FGV, aborda caminhos seguros para a desativação das estruturas de exploração e produção, enfatizando que a revisão do marco regulatório para as atividade de descomissionamento é uma regra importante a ser seguinda, mas não somente isso: precisa servir como base de uma atividade econômico que pode ser promissora, desde que obervadas as práticas internacionais de segurança e dando segurança jurídica aos projetos.
De acordo com o estudo da FGV, o descomissionamento de plataformas é uma atividade complexa e envolve diversos atores, o que necessita de uma sinergia necessária para que possam ocorrer ganhos do ponto de vista do custo e potencializar ganhos de eficiência.
“Do ponto de vista de recursos disponíveis para financiamento e das políticas de investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor, caberá maiores discussões, para identificar oportunidades e reduzir gargalos específicos, promovendo o desenvolvimento tecnológico e científico para superar desafios e garantir o investimento necessário ao cumprimento de contratos existentes”, diz um trecho do estudo.
O documento expõe ainda que, em comparação com outras regiões do planeta como o Golfo do México e o Mar do Norte, o país possui um número ainda pequeno com relação ao volume de projetos de descomissionamento. Diversos programas foram encaminhados à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), sendo que 22 já possuem o status de “aprovado” pela agência. Algumas das plataformas já retiradas de circulação são a P-27, P-34, FPSO Brasil, FPSO Marlim Sul e FPSO Cidade de Rio das Ostras.
Em andamento junto à ANP, estão plataformas como P-07, P-12, P-32, FPSO Sul Fluminense (sendo esta da Shell Brasil) e ainda as estruturas fixas de cação PCA-1, PCA-2 e PCA-3.

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