O Conselho de Adminitração da Petrobras decidiu, no fim da noite desta terça-feira (23), convocar uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para decidir sobre a destituição do atual presidente Roberto Castello Branco e sua substituição pelo general Joaquim Silva e Luna. A decisão foi tomada pela maioria do conselho. A data da AGE que decidirá o destino de Castello Branco ainda não tem data definida, mas deve ocorrer antes da Assembleia Geral Ordinária (AGO) deste ano.
Com a saída do atual presidente, também ocorrera a destituição dos demais sete membros do conselho, eleitos pelo processo do voto múltiplo na AGO de 22 de julho de 2020. Também ocorrerá a eleição de oito novos membros do Conselho de Administração da Petrobras e a eleição do novo presidente do conselho, atualmente também presidido por Castello Branco.
Entenda a crise
A substituição do comando da Petrobras se dá por conta da política de preços adotada pela compahia desde a gestão do ex-presidente Michel Temer. Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro avisou que poderia intervir nos preços, o que fez com que a petroleira perdesse R$ 28 bilhões em valor de mercado em um único dia.

No dia da reunião do conselho, o presidente defendeu a troca de comando na Petrobras e criticou o que ele chamou de acusações infundadas de interferência na companhia.
“As acusações, como sempre infundadas, duraram poucas horas. É natural, quando se tem um contrato ou se tem um prazo para acabar um mandato, ela seja reconduzido ou outro seja colocado em seu lugar. Saiu um bom gestor e está entrando um outro excelente gestor, no caso Silva e Luna”, afirmou durante cerimônia de apresentação da Agenda Prefeito + Brasil.
(Com informações da Agência Brasil)

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