Antes da pandemia do novo coronavírus, o gás natural era tido como unanimidade como combustível de transição para um cenário de energias renováveis, pós combustíveis fósseis. Porém, o cenário mundial de total incerteza, a queda nos preços do petróleo voltaram a jogar o gás em uma incerteza. A pergunta que fica novamente é: qual o lugar do gás transição energética brasileira?

“O Brasil precisa definir qual o lugar do gás em sua matriz energética, estabelecendo os recursos que essa fonte receberá e o exato momento em que iremos iniciar o deslocamento dos investimentos para o país iniciar de forma decisiva sua transição para uma economia que não dependa do consumo de combustíveis fósseis”, disse Sergio Leitão, diretor executivo do Instituto Escolhas.

O instituto elaborou um estudo sobre o tema. O estudo citou que o Plano Decenal de Expansão de Energia 2029 – elaborado antes da pandemia – aponta que os investimentos de R$ 1,9 trilhão em gás, petróleo e biocombustíveis, ao passo que aportes em geração e transmissão terão algo em torno de R$ 46 bilhões. O Escolhas aponta ainda que estes número devem ser todos revistos para baixo por conta do impacto que será causado pela pandemia na economia mundial.

No entanto, no contexto do estudo, o gás, mais necessariamente o Gás Natural Liquefeito (GNL), era visto como o energético escolhido para suprir as intermitências das renováveis como eólicas e usinas solares. Mas a chegada da pandemia mudou o cenário

Pré-sal em xeque

Uma das questões é o investimento para o pré-sal, por conta de derrubada mundial dos preços do petróleo, já que há um custo de extração superior ao da cotação. Isso acaba por ameaçar também a exploração do gás associado, que espera-se vir em grandes volumes. Desta forma, a solução de GNL importado para futuras termelétricas brasileiras pode vir a se tornar uma solução mais extensa do que o previsto.

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