O gás natural pode ter um papel preponderante para o estado do Rio de Janeiro superar os efeitos da pandemia do coronavírus. Estudo da Federação das Indústrias do Estado (Firjan), apontam que o novo marco legal do gás, que pode ser votado já nesta terça-feira (25), poderá representar uma injeção de aproximadamente R$ 45 bilhões em recursos para o estado.
“O mercado de gás natural exerce papel fundamental na superação da crise que hoje vivemos e no processo de reconstrução da economia. Precisamos usar este produto para além de um combustível de transição energética”, afirmou o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira.
O principal foco do estudo foi apresentar sugestões e soluções para projetos que usem o gás natural além da geração de energia elétrica, onde atualmente estão concentradas as principais ações para a expansão do produto. Conforme a federação, há uma diversidade de investimentos que pode ter o gás natural como insumo propulsor de desenvolvimento: siderurgia, petroquímica, usinas de fertilizantes, expansão do GNV em veículos leves e pesados, além das indústrias de vidro, cerâmica e sal.
A gerente de Petróleo, Gás e Naval da federação, Karine Fragoso lembra que para cada 1 milhão de metros cúbicos/dia consumidos pelas indústrias fluminenses, são gerados R$ 60 milhões em ICMS e mais R$ 20 milhões em royalties e participação especial para os cofres públicos. Segundo a analista, há oportunidades na exploração e produção, no transporte e tratamento do produto, e na implantação de plantas industriais.
Para a federação, estimular novos projetos a partir do gás natural significa agregar valor no estado, além reduzir a dependência nacional de produtos importados, como por exemplo na indústria química, que importa mais de 70% dos fertilizantes. Também é importante a expansão do uso do GNV leve e criação do mercado para veículos pesados, como ônibus e caminhões, reduzindo os custos para a população e melhorando a competitividade do país.

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